Coleta consciente vai facilitar e diminuir custos com o lixo

Coleta consciente vai facilitar e diminuir custos com o lixo

  




O diretor administrativo da Amorville, Ricardo de Souza Teixeira, acha  que a nova política de resíduos é uma oportunidade para que os moradores
do Ville passem a adotar uma nova postura em relação ao recolhimento do  lixo. Brevemente, a coletiva seletiva passará a ser obrigatória, mas desde já, sugere ele, algumas atitudes podem agilizar o serviço, diminuir seu custo e  evitar a degradação do ambiente e da qualidade de vida.

“São procedimentos simples, mas importantes para toda a comunidade”,  ressalta ele. A coleta de lixo no Ville de Montagne ocorre normalmente  pelo período da manhã, a partir das 8 horas, quando o caminhão chega ao condomínio.

O morador deve garantir que o lixo esteja acondicionado em sacos apropriados e depositados nas lixeiras de cada lote.
O recolhimento do lixo orgânico é feito diariamente, e os outros materiais, como as podas são recolhidos apenas às terças e quintas feiras. Os resíduos
de árvores e arbustos também devem estar condicionados em sacos  plásticos ou, em caso de galhos que não possam ser ensacados, bem amarrados com barbante ou similar, respeitando a quantidade de cinco
sacos por unidade a cada coleta.
 
Assegurar que o acondicionamento do lixo e a exposição nas lixeiras não se dêem fora do período previsto para a coleta , segundo ele, evita a proliferação de bichos e insetos.

É importante também que os resíduos não sejam depositados nas lixeiras após o recolhimento pelo caminhão, bem   como aos domingos e feriados, quando não há coleta e o lixo ficará exposto  por tempo indevido. “São hábitos que temos que adotar, em nome de nossa  própria qualidade de vida, em todos os sentidos, seja pelo custo, seja pela nossa própria saúde”, diz.

 Jazon Lima Junior, e dirigentes de outros condomínios, se reúnem com diretores da SLU
 
A aprovação da nova lei dos resíduos sólidos, que entra em vigor hoje, 1 de  agosto, vai afetar diretamente a nossa coleta do lixo, elevando substancialmente os custos da retirada e exigindo nova conduta por parte
dos moradores ao recolher seus resíduos. A constatação foi feita durante reunião do presidente da Amorville, Jazon Lima Junior, e dirigentes de outros condomínios levados pela Associação dos Condominios do Jardim Botânico, Ajab, ontem, 31, com diretores do SLU.
 
A preocupação já havia desde sua assinatura em fevereiro passado. Porém, como o Decreto do GDF 38.021/2017 obrigava apenas as instituições comerciais que produzem mais de 120 litros de resíduos sólidos por dia,  custearem a própria coleta, os condomínios não seriam imediatamente alcançados. No entanto, o Governo não alertara que todas as empresas coletoras passariam a igualmente ter que pagar pelo uso das áreas de transbordo e aterros para depositar o lixo.

Com isso, os caminhões contratados querem repassar os custos aos seus clientes, como no caso do Ville de Montagne e outros condomínios que pagam pelo próprio serviço de coleta.
Para resolver o impasse, o síndicos do Solar de Brasília, Pedro Humberto; do Estância JB, Raquel Modanese, do Ville e o presidente da Ajab,  Claudemir Pita, se reuniram com os diretor técnico, Paulo Celso dos Reis
Gomes e a procuradora jurídica do SLU, Ana Lúcia Lemos Rosa, para  contornar o problema.

“Nós já somos prejudicados porque pagamos Taxa de Limpeza Pública mas temos que custear nossa própria coleta.
Não é justo que sejamos ainda mais penalizados”, reclamou Jazon.
 
O Ville, com quase 4 mil moradores, gasta atualmente mais de 21 mil reais mensalmente com os caminhões contratados e a empresa pretende elevar esse valor em mais 15 mil, informou.
O Solar de Brasília, com 6 mil, deve ampliar seus custos em mais de 25 mil, diz o síndico Pedro Humberto.

Para  o presidente da Ajab, que ontem mesmo protocolou um pedido de revisão  da medida para os condomínios, esse impacto no bolso dos condôminos é totalmente injusto.
O SLU admitiu que não havia considerado esses “efeitos colaterais” da nova Lei, segundo seu diretor técnico e a chefe da Procuradoria Jurídica.
 
Comprometeram-se a estudar uma solução ainda hoje, e levar a questão  para debate durante a 21ª Reunião do Conselho de Limpeza Urbana
 
(Conlurb) que ocorre nesta terça-feira, um, na sede do órgão.
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